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Não seja réu

“Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno” (Mateus 5.22).

Precisamos fazer uma opção: amar ou não o próximo. Quem o ama jamais o condena, mas busca todos os meios de tirá-lo do erro. Já quem não o ama, por qualquer motivo, torna-se violento quando o outro o magoa. As condenações que o Senhor fez são verdadeiras e serão aplicadas a quem não as atender. Por isso, não seja réu do Juízo, do Sinédrio – à época, o mais alto tribunal religioso do povo judeu – nem do fogo perpétuo. Antes, cumpra os mandamentos e seja súdito do Reino eterno do Senhor.

É ordenança divina que nos amemos uns aos outros (João 13.34). Os que nutrem esse sentimento verdadeiro oram ao Senhor e buscam uma ocasião para abrir os olhos do próximo, por exemplo, quando esse se encontra no erro. Aquele que ama repreende, mas quem ama apenas “da boca para fora”, ao ver seu irmão no pecado, tem prazer em delatar seus pecados a todos. Já a pessoa que não o ama se encoleriza e diz-lhe desaforos, podendo proferir palavras de juízo que darão às forças das trevas poder para atacar e destruir quem lhe foi inconveniente. Então, quem se ira torna-se réu do Juízo.

Na verdade, o indivíduo que ama só quer o bem do próximo e, por conta disso, prefere sofrer uma calúnia a processar o caluniador. Mesmo tendo sido difamado, injuriado, ele intercede ao Pai e proíbe o diabo de continuar usando tal pessoa. Então, um dia, quem o magoou cai em si e o procura, pedindo perdão. Se você tivesse clamado a justiça divina exigindo reparação, poderia ser tarde, e esse dia, talvez, nunca chegasse. Além disso, o irmão errado teria ido para a destruição eterna. Que problema sério, não é verdade?

Conhecemos quem não pratica o amor pela violência com que responde às agressões e, até mesmo, às insinuações. Basta que se magoe com alguém, ou mesmo se chateie, para revelar os segredos do outro, buscando, assim, uma forma de descontar nele seu aborrecimento.

Não pense que o Senhor Se excedeu em Suas admoestações. Elas são verdadeiras e irão julgar-nos no último dia. Portanto, quem não prestar atenção ao que a Palavra de Deus declara – e essas três advertências foram feitas diretamente por Jesus – terá sérios problemas agora e por toda a eternidade, pois será réu do Juízo, do Sinédrio e do fogo do inferno. Não queira estar nessa posição, pois o julgamento será sem misericórdia. Se tiver de sofrer algum prejuízo, sofra, mas, nem de longe, queira executar justiça própria. É melhor fazer o que lhe foi mandado e ser súdito do Reino do amado Filho de Deus.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares

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